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Servidores das ouvidorias do GDF concluem curso de Libras

Formação contribui para tornar o serviço de ouvidoria acessível a todos os cidadãos

Publica DF
Por: Publica DF Fonte: Agência Brasília
02/06/2022 às 15h50
Servidores das ouvidorias do GDF concluem curso de Libras
Dos 66 servidores que acabaram de se formar pela Egov no curso de Libras, 15 atuam nas ouvidorias do Governo do Distrito Federal (GDF) | Foto: Divulgação CGDF

“A língua de sinais é bem difícil porque são muitas palavras novas e estamos acostumados a aprender outras línguas por meio da fala. Já a Libras usa sinais e gestos e não é simplesmente uma linguagem de mãos, mas tem todo um contexto que a gente precisa aprender”, conta Ana Maria Moreira da Silva, servidora da Ouvidoria-Geral do DF.

Ela concluiu, nesta quarta-feira (1º), o curso básico de Libras oferecido pela Escola de Governo (Egov) e se apaixonou pela nova língua: “Sempre tive curiosidade pela linguagem de sinais e foi apaixonante. Descobri um novo mundo e uma nova língua”.

Dos 66 servidores que acabaram de se formar pela Egov no curso de Libras, 15 atuam nas ouvidorias do GDF | Foto: Divulgação CGDF
Dos 66 servidores que acabaram de se formar pela Egov no curso de Libras, 15 atuam nas ouvidorias do GDF | Foto: Divulgação CGDF

Além disso, diz Ana Maria, a dificuldade que as pessoas surdas têm de se comunicar é muito grande. “Termos pessoas dentro do governo e da ouvidoria que saibam se comunicar com elas e entendam o que precisam é muito importante”.

Dos 66 servidores que acabaram de se formar pela Egov no curso de Libras, 15 atuam nas ouvidorias do Governo do Distrito Federal (GDF). O chefe da Ouvidoria da Administração Regional do Park Way, Amphrisio Romeiro Filho, disse que o plano de ação da ouvidoria para 2022 inclui a acessibilidade.

“A acessibilidade faz parte da nossa missão. Devemos oferecer acesso ao serviço de ouvidoria a todas as pessoas. E quando percebemos que havia espaço para melhorarmos nesse sentido, colocamos a acessibilidade como pilar do nosso Plano de Ação 2022Cecília Fonseca, ouvidora-geral do DF

“Por isso resolvi fazer o curso. Sempre tive vontade de aprender Libras e aproveitei a oportunidade. Valeu a pena, achei o curso maravilhoso. Ajuda a nos comunicarmos melhor com a comunidade dos surdos. Acredito que com esse curso melhore muito a questão da acessibilidade”, avalia.

“A gente passa a conhecer o universo dos surdos e a vontade que temos é de aprender para poder ajudar, para dar acesso para essas pessoas, para que os direitos delas sejam garantidos. Acredito que esse é o meio mais eficaz de inclusão social”, acrescenta Amphrisio, que atua no serviço de ouvidoria desde 2016.

Ouvidoria acessível a todos

O serviço de ouvidoria do GDF já possui atendimento em Libras. As pessoas surdas que querem fazer um registro de ouvidoria podem acessar o site da Ouvidoria-Geral, clicar no ícone do lado direito da tela, preencher os dados e dar início ao videoatendimento em Libras. A ligação é feita pela internet, de segunda a sexta, das 7h às 21h, e sábado, domingo e feriados, das 8h às 18h.

A Ouvidoria-Geral do Distrito Federal, unidade da Controladoria-Geral do DF, trabalha para que todos os serviços sejam acessíveis a todas as pessoas, especialmente para que todos possam melhorar o GDF e a acessibilidade geral da cidade por meio das manifestações de ouvidoria.

“A acessibilidade faz parte da nossa missão. Devemos oferecer acesso ao serviço de ouvidoria a todas as pessoas. E quando percebemos que havia espaço para melhorarmos nesse sentido, colocamos a acessibilidade como pilar do nosso Plano de Ação 2022?. ressalta a ouvidora-geral do DF, Cecília Fonseca.

Ela lembra que, nesse sentido, a Ouvidoria-Geral tem várias ações em andamento. “Firmamos parceria com a Secretaria da Pessoa com Deficiência; oferecemos curso de atendimento inclusivo e acessível, e incentivamos os servidores que atuam nas ouvidorias a se capacitarem em Libras.”

“Vamos incluir uma categoria específica no nosso concurso de Boas Práticas em Ouvidoria Pública para reconhecer projetos acessíveis e teremos um manual sobre como pessoas com deficiência visual podem usar o sistema de Ouvidoria”, conclui a ouvidora-geral.

*Com informações da Controladoria-Geral do DF

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